Primeiro um presidente eleito tenta um golpe, mudando a Constituição perpetuar-se no poder. Quem ele pensa que é? Hugo Chavez? Lula?
Depois esse presidente é deposto por um golpe preventivo, ou seja, um golpe para evitar que houvesse um golpe. Como se nesse caso não houvesse um golpe de qualquer modo!
Francamente, toda essa confusão em Honduras fez com que eu me sentisse jovem novamente. Senti que estava voltando aos anos 70 ou 80, quando golpes de Estado eram coisas comuns. Ultimamente o mundo anda ficando meio sem sal, com tanta estabilidade das instituições. Que saudade do tempo em que tínhamos golpes todas as semanas na América Latina! A Argentina tinha ao menos uma tentativa de golpe por mês. Isso animava os noticiários. E agora Honduras me faz recordar desse tempo. Meu agradecimento aos hondurenhos.
Sou contra a volta de Zelaya ao poder. Nada contra ele em particular. Sou contra ele simplesmente porque Lula é favorável. Sinto-me obrigado a ser contra qualquer coisa que o Molusco do Planalto apoie, por uma questão de princípios. No dia em que Lula disser que é favorável a mim, eu juro que me suicido.
Agora a embaixada do Brasil em Honduras está sitiada. O presidente deposto é um hóspede indesejável, mas obrigatório. Exatamente como aquele primo que vem do interior para estudar na capital e acaba morando em nossa casa. Isso porque o governo brasileiro respeita o direito ao asilo político. Aliás, é bom saber que o governo brasileiro
ainda respeita alguma coisa.
O que está havendo é um conflito entre soberanias. Lula, com sua mania de estadista de âmbito mundial, quer interferir ativamente na soberania hondurenha. Ele pensa que é o George W. Bush, que podia invadir países, mandar e desmandar. Mas nem o George W. Bush é mais o George W. Bush! Agora ele não manda mais em porcaria nenhuma, exatamente como o Lula aqui no Brasil.
Eu tenho uma solução para o conflito de interesses em Honduras. Declaremos guerra!
Vamos invadir Honduras e implantar um novo governo. Forçar eleições democráticas lá, como Bush fez no Iraque. E, é claro, aproveitar para vender algumas urnas eletrônicas. As urnas eletrônicas são o grande produto de exportação nacional. Até os Estados Unidos estão comprando de nós. Como é que o mundo poderia deixar de render-se diante de um produto quase milagroso como esse. Eu digo milagroso porque a urna eletrônica faz transformações. Você coloca um monte de idiotas, ladrões e canalhas dentro dela, e de lá saem deputados, senadores e até presidentes. Claro que eles não deixam de ser idiotas, ladrões e canalhas, mas isso também já seria pedir demais.
Não podemos perder essa oportunidade de vender tecnologia. Afinal, Hugo Chavez já vendeu para Zelaya a tecnologia de como realizar um contra-golpe. Claro que não funcionou muito bem dessa vez. Chavez aparentemente não ensinou a Zelaya o pulo-do-gato.
Uma guerra agora seria algo fantástico para o Brasil. Primeiro porque consolidaria a nossa fama de povo pacífico. Fama essa que começamos a obter quando exterminamos setenta por cento da população do Paraguai, sob o comando do Duque de Caxias, nosso mais famoso e idolatrado genocida.
Além disso, uma guerra nos proporcionaria a oportunidade de usar todos os aviões e submarinos que Lula está comprando, que de outra forma apodrecerão por falta de manutenção, como todo o restante dos armamentos das nossas Forças Desarmadas. Já tivemos até submarinos que afundaram no porto, ancorados, sem ninguém por perto. Da próxima vez que isso acontecer, será uma catástrofe nuclear, o que é sempre mais emocionante que um mero naufrágio.
Finalmente, a experiência adquirida pelos nossos jovens em combate serviria para que eles prestassem melhores serviços ao narcotráfico e às milícias cariocas, quando retornassem para suas casas e fossem lançados ao mundo do desemprego.
O Brasil já tem uma certa experiência em mandar tropas para países cujo nome começa com a letra "H". Recentemente mandamos tropas para o Haiti. E se dependesse de Lula, nosso grande estadista, teríamos mandado tropas também para a Hiuguslávia, para o Hiraque e para ajudar no processo de paz em Hisrael. Como é bom ter um presidente que sabe
escrever direito, não é mesmo?
Enquanto o solo brasileiro em Honduras é alvo de preocupação mundial, o solo brasileiro no Brasil não merece nem um pouco de cuidado. Enquanto nos metemos na vida alheia e tentamos resolver os problemas dos hondurenhos, nossos próprios problemas continuam sem solução. Nisso Lula é similar mesmo ao seu ídolo, George W. Bush. Enquanto Bush resolvia os problemas do Iraque, os Estados Unidos entraram na mais grave crise econômica da História.
Felizmente, a crise não chegou ao Brasil. Graças à personalidade marcante do nosso Presidente Lula, a crise passou longe do nosso país. Isso nos mostra que nem a crise internacional quer viver sob o governo do Molusco do Planalto. Só nós temos de aguentar esse encargo!
Falando de perseguidas!
Há 12 anos
Um comentário:
Importantes afirmativas, sobre a urna eletronica, veja o site wwwfraudeurnaseletronicas.com.br e comprove seus pensamentos, que infelizmente a população brasileira desconhece.
Abraços
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