quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Lula sorri da crise

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, telefonou nesta terça-feira ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva o convocando para participar de uma reunião mundial com as maiores economias, a fim de discutir mecanismos que possibilitem às nações evitar que crises financeiras como a provocada pela insolvência de grandes bancos americanos voltem a se repetir e comprometam os ciclos de crescimento dos demais países. Fonte: Laryssa Borges - noticiário do Terra)


Desde o começo que o Lula vem dizendo que a crise na economia americana, que repercutiu em todo o mundo, não vai afetar o Brasil em nada. E agora ele vai passar a dizer que a crise está sendo até legal, pois o sonho dele já se realizou: o Bush ligou para ele pedindo ajuda!

Finalmente os americanos se renderam e admitiram o que o Brasil já sabia: nunca houve um presidente como o Lula, em todo o planeta!

Eu até proponho que sejamos solidários como nossos vizinhos de continente. Já que eles mesmos admitem que nem McCain nem Obama pode resolver os problemas deles, mas apenas e tão somente o Lula, por que não mandamos ele para lá de uma vez?

Passagem só de ida, por favor...


EM TEMPO: As bolsas da Ásia despencaram novamente (http://br.invertia.com/noticias/noticia.aspx?idNoticia=200810220630_EFE_77565396). Corre lá Lula! Vai salvar os de olhinhos puxados, pois aqui já estamos de olhos bem abertos com você, companheiro!

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Secretário Nacional critica ação da polícia no caso Eloá

Fonte: MSN Notícias

O Secretário Nacional de Segurança Pública, Ricardo Balestreri, afirmou hoje que "houve erros flagrantes" na condução das negociações no caso que culminou na morte da adolescente Eloá Pimentel, de 15 anos, em Santo André, no ABC paulista. "A reintrodução de uma das vítimas no local de seqüestro, que pelo padrão internacional de polícia, é inadmissível. Tivemos uma tentativa de invasão que demorou alguns segundos e que ela deveria ter sido múltipla. No mínimo ter alguém entrando pela janela. Pelas cenas que tivemos nos vídeos, tivemos dificuldade de mobilização do criminoso e há técnicas internacionais de ter três a quatro policiais se mobilizando imediatamente", disse.

Para ele, o caso é "é um exemplo para que a polícia brasileira faça uma revisão na maneira que realiza suas operações e passe a capacitar melhor seus agentes, sobretudo, em casos de negociações que envolvam reféns". "É preciso aprofundar as técnicas para atuação de seqüestro", afirmou ele, durante visita ao Estado do Piauí, a convite do Secretário Estadual de Segurança Pública, o delegado federal Robert Rios Magalhães, para inauguração de uma Central Única de Flagrantes.

Balestreri afirmou que houve erros graves na negociação das vítimas que acabaram levando à morte da estudante Eloá. Segundo ele, houve momento de muito stress. "Depois de cem horas todo mundo está estressado", afirmou. "A gente percebe que esse tipo de evento está mal coberto no Brasil do ponto de vista técnico. O episódio é dramático, mas nos alerta para que no futuro outras possibilidades iguais sejam trabalhadas de forma diferente." Ele considera que houve excesso de entusiasmo na negociação e, por isso, passaram dos limites.

Bom saber que alguém está ciente das besteiras que andaram fazendo nesse caso. Por outro lado, isso não devolve a vida de Eloá, não apaga a dor da família dela e não extermina com esse ser lamentável que começou essa desgraça toda.

O (des)Governo Lula anda falando em convovar uma Assembléia Nacional Constituinte. Claro que eles só querem achar uma brecha para que Lula seja perpetuado no poder junto com a sua gang (que inclui a Martaxa, amados paulistanos). De qualquer modo, seria uma oa hora para rever as "cláusulas pétreas" e aprovar de vez a PENA DE MORTE para animais assim.

Chega de hipocrisia. Chega de dizer que vivemos num país pacífico e por isso não podemos ter PENA DE MORTE. Não vivemos em um país pacífico. Vivemos num caos urbano onde há, sim, muita violência. Só que estão morrendo as pessoas erradas.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

E aí, foi bom para você?

Sobrevivemos ao "hilário eleitoral gratuito", como tão adequadamente diz o José Simão.

Suportamos a maciça distribuição de "santinhos" de candidatos nas ruas.

Aturamos as irritantes musiquinhas de campanha, totalmente desprovidas de significado e destinadas apenas a "lavar o cérebro" do eleitorado, fixando a única coisa que realmente importa: o número do candidato. Não seu programa, não sua idéias, o seu número... é nisso que o povão vota!

Aguentamos até as propagandas do TRE, nas quais a Lavínia Vlazak irritava a todos: as mulheres, por vê-la tão bela, apesar de tão grávida; aos homens, por vê-la tão grávida e saberem que não tiveram qualquer participação nisso.

Finalmente ontem, depois de todo esse sofrimento, num verdadeiro orgasmo cívico e patriótico, nós votamos!

A analogia entre o voto e o orgasmo (o masculino, que fique bem entendido) não é tão inusitada assim. E não estou sendo grosseiro e pensando no ato de depositar algo em um orifício, pois as urnas eletrônicas acabaram com essa parte da comparação. Há outras semelhanças, porém.

Em primeiro lugar, assim como o orgasmo é o clímax do ato sexual, o voto é o clímax do ato eleitoral. É ali que a coisa acaba para o eleitor, que só pode, dali em diante, relaxar,olhar para o teto e acender um cigarro, exatamente como no velho e gasto clichê do cinema. Nada mais ele pode fazer, já que aceitou o jogo da democracia representativa. Agora o prefeito escolhido governará em seu nome, e em seu nome os vereadores eleitos farão veementes discursos sobre a importância do aumento dos próprios salários, já que essa parece ser a principal função de um vereador.

Além disso, ao orgasmo masculino segue-se um tempo de impotência, que varia com a idade, a saúde, o nível de excitação e a condição física do homem. No caso do eleitor, seja homem ou mulher, esse tempo de impotência é bem definido: dura até a próxima eleição. Até lá ele não pode fazer nada, a não ser assistir aos atos dos outros. No caso, aos atos daqueles a quem elegeu. Uma atitude muito parecida com a do homem que, após um orgasmo, liga a televisão para ver um filme pornô e excitar-se novamente. E a nossa política é, de fato, um filme pornô, onde não é difícil imaginar quem são os atores ativos e quem são os passivos, ou seja, "quem está botando em quem".

Esse período de impotência prolongado acontece porque não foi dado aos eleitores qualquer mecanismo de cobrança. Uma vez que ele tenha dado o seu voto a um candidato que prometeu isso e aquilo, o candidato eleito pode ir lá e fazer tudo ao contrário, sem que o eleitor possa fazer nada, exceto esperar o próximo período de tesão eleitoral.

A semelhança mais marcante, porém, entre o voto e o orgasmo masculino, ao meu ver, é a necessidade de verificar se a outra parte ficou satisfeita. Enquanto o orgasmo do homem deixa marcas visíveis (e pegajosas, diga-se de passagem), o da mulher é muito mais interior, menos óbvio. Por isso, qualquer homem que tenha ultrapassado o nível de um troglodita deve sempre preocupar-se em saber se satisfez ou não sua parceira.

Da mesma forma, após depositar seu voto na urna, qualquer pessoa fica curiosa para saber se sua escolha vai (ou não) satisfazer os anseios da sociedade em geral.

Acontece que a sociedade (ou melhor, aqueles que a controlam) desenvolveu mecanismos para fingir satisfação, da mesma forma que as mulheres aprenderam a fingir o orgasmo (graças aos brutamontes que não se preocupam com o prazer delas, mas que querem ter seus egos massageados, ainda que seja por uma satisfação fingida).

Enquanto uma mulher pode arranhar as costas do parceiro e simular espasmos e gemidos para mostrar um prazer que não está sentindo, os donos do poder podem fazer campanhas milionárias (com dinheiro público, é claro) para mostrar o quanto a sociedade melhorou a partir do momento e que você os escolheu nas urnas. É a forma que eles acharam para responder "sim querido" ante a clássica pergunta "foi bom para você?".

Eu sempre pensei, em relação ao sexo, que quando uma relação sexual é verdadeiramente gratificante para ambos, nenhum dos dois precisa perguntar se foi bom para o outro. Os resultados são tão óbvios que não precisam ser inquiridos ou declarados.

Similarmente, se seu voto foi bem aproveitado, as conseqüências deveriam ser óbvias. Se o prefeito e os vereadores foram bem escolhidos, a sua cidade deve melhorar. E você acabará vendo isso sem que ninguém precise afirmar o fato com grandes campanhas (pagas com o seu dinheiro).

Desconfie, portanto, se amanhã os eleitos de ontem estiverem na televisão tentando mostrar o quanto o mundo ficou melhor depois que você votou neles, ou então fazendo grandes pesquisas de opinião pública (também pagas com seus impostos), que não são mais que outra forma de perguntar: "E aí, foi bom para você?"