quinta-feira, 22 de outubro de 2009

O FIM DA DEMOCRACIA

Quando Chavez, que se diz comprometido com os eternos ideais da esquerda mundial, muda a constituição de seu país para perpetuar-se no poder, todos alegam que essa tendência está arraigada aos projetos políticos da esquerda, que sempre falou abertamente em estabelecer uma ditadura, a ditadura do proletariado.

Tudo fica muito confuso, porém, quando Alvaro Uribe, um conservador de direita, faz a mesma coisa.

Uribe, que está mais para a linha do PSBD e do DEM do que para a do PV, também quer mais tempo de governo, assim como Hugo Chavez, Evo Morales e Rafael Correa. E como queria o Zelaya, antes de ser
derrubado e tornar-se hóspede da Embaixada Brasileira em Honduras.

Ao mesmo tempo em que isso acontece ao sul da fronteira, como dizem os norte-americanos, o presidente Obama está sendo chamado de comunista por querer aumentar o envolvimento do Estado em questões como a saúde e a educação.

Eternos defensores da iniciativa privada, mesmo quando esta está caindo aos pedaços, falindo e corrompendo, os norte-americanos sempre ficam de orelha em pé quando se fala em intervenção estatal. Eles prezam demais a liberdade. E agora estão tendo bastante dela em seu novo "outdoor lifestyle", já que tantos deles estão morando ao ar livre, dormindo nas ruas. Nisso aliás, nosso presidente Lula teve um sucesso incrível. A população de rua brasileira está vivendo no mesmo
padrão dos americanos! Nunca em toda a história do Brasil se viu coisa assim.

Todos esses movimentos estão fazendo com que eu conclua que o modelo político conhecido como "democracia" está vivendo seus últimos instantes. Está expirando, como se diz para evitar a tão temida palavra "morrendo".

Eu não posso dizer que lamento o fim da democracia. Na verdade ela nunca foi o tal governo do povo, pelo povo e para o povo. Sempre foi o governo mantido através de técnicas midiáticas de influenciar a vontade do povo no sentido que querer o mesmo que as classes dominantes. Costumo dizer que o grande produto vendido na sociedade de consumo ocidentais são os valores das elites dominantes. É isso que faz com que todo garoto pobro queira ter um Nike igual ao do garoto
rico, mesmo que vá usar esse tênis para andar nas ruas sem calçamento e pisar nos esgotos a céu aberto de sua "comunidade", outra palavra que inventamos para diminuir o peso da nossa culpa pela existência de favelas onde as pessoas vivem muitas vezes em condições subumanas.

A diferença entre uma democracia e uma ditadura é o nível no qual as decisões são impostas ao povo. Na ditadura elas são impostas num nível físico, forçadas com o apoio das armas, da tortura, da censura. Na democracia, ao invés de censurar os meios de comunicação, os governos indicam quais as "verdades" que eles podem ou não divulgar. E é fácil fazer isso, já que mesmo os governos democráticos consideram a posse de veículos de comunicação como privilégios a serem concedidos a seu bel prazer, de acordo com suas regras.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Santa hipocrisia, Batman!

Todo mundo que já passou dos 40, como eu, lembra dos enlatados americanos que nos eram empurrados goela abaixo pela televisão brasileira nos anos 70. Eram produções dos anos 50 e 60 que só estavam chegando aqui com mais de uma década de atraso, como Terra de Gigantes, Geannie é um gênio, A Feiticeira, Túnel do Tempo, Viagem ao Fundo do Mar e outros.

Entre esses havia um seriado com histórias de Batman e Robin, que era marcado pelo inusitado fato de que todos os socos trocados entre a dupla e os bandidos eram acompanhados de balões com onomatopéias, como "pum!", "pof!", "soc!" e outras coisas semelhantes.

Outro fato curioso eram as exclamações de Robin, o "menino prodígio", que quando via qualquer coisa tascava um "Santa qualquer-coisa, Batman!".

Pois hoje, se fosse o Robin, eu bem poderia dizer "Santa hipocrisia, Batman!", pois a hipocrisia parece ser uma das características mais marcantes do ser humano.

Dois domingos atrás a Folha de São Paulo publicou uma extensa matéria sobre o "abate humanitário". Os consumidores de carne da Europa estão exigindo que o Brasil se adeque aos parâmetros de respeito aos animais para poderem consumir a carne brasileira, e por isso os abatedouros estão ministrando para os seus funcionários cursos sobre o tal "abate humanitário", que consiste basicamente em dar choques elétricos fortes nos porcos, vacas e galinhas antes de matá-los, para que eles estejam inconscientes ao serem mortos e assim não sofram.

Santa hipocrisia, Batman!

Se as pessoas se preocupam realmente com o bem-estar dos animais, por que razão não fazem como os vegans e deixam de consumir alimentos de origem animal? Se todos adotassem essa posição, não seria necessário abater animais e essa sim seria uma posição real contra o sofrimento dos bichos.

Acontece, porém, que a hipocrisia humana não funciona assim. Os seres humanos não estão nem aí, na realidade, para os sentimentos dos animais. O que preocupa a eles é o seu próprio sentimento. Eles não querem sentir nenhuma culpa com relação ao abate de animais, mas querem continuar comendo a carne deles, por isso inventam conceitos idiotas como esse do "abate humanitário", que para mim parece mais uma tortura seguida de morte, pois se trata de dar choques nos bichos antes de matá-los. É algo que o código penal brasileiro classificaria como crime hediondo se fosse praticado contra um ser humano.

Em síntese, o que o "abate humanitário" significa é que os politicamente corretos cidadãos europeus podem refastelar-se com suculentos bifes e costeletas de porco enquanto pensam "Hummm, como essa carne está macia! O pobre animal morreu feliz!"

Essa hipocrisia coletiva é, na verdade, um reflexo da hipocrisia individual.

Tenho uma amiga, uma amiga recente, que é crente. Ela gasta um bom tempo quase todos os dias me dizendo o quanto "deus" quer que eu me converta, que eu aceite "jesus" como meu "salvador pessoal", para que eu possa tornar-me uma pessoa melhor. Entretanto...

Entretanto quando tive a oportunidade de conhecer alguns colegas de faculdade dessa minha amiga, ela me pediu que não contasse para menhum deles que ela é casada! Ela mente para a turma, provavelmente porque se envergonha de ter casado com um cara mais de vinte anos mais velho, do qual agora ela está se separando.

Em resumo, "deus" vai ensinar-me a ser uma pessoa melhor, aprendendo a mentir como ela mente, descaradamente!

Santa hipocrisia, Batman!

Consigo sentir simpatia por qualquer defeito humano, menos pela hipocrisia. Não critico ladrões, assassinos, estupradores, políticos, enfim, não acho absurda nenhuma forma de criminalidade. Mas realmente não suporto a hipocrisia e não consigo conviver bem com ela, razão pela qual quero cada vez menos contato com os seres humanos, tornando-me nos últimos tempos quase que um eremita urbano.

Ainda ontem via um noticiário policial no qual o apresentador, um tal de Datena, reclamava da frieza com que um rapaz confessava o assassinato da namorada. O apresentador dizia: "Ele matou e ainda diz que matou assim, nessa tranquilidade!" Afinal, o que ele esperava? Que o rapaz além de assassino fosse mentiroso?! Que matasse e ficasse dizendo que era um santo imaculado? Se ele matou, tem mais que dizer que matou mesmo! Para mim o assassino ganhou um ponto por não ser hipócrita.

Santa hipocrisia, Batman!

Essa duplicidade humana, tão comum entre os religiosos, é realmente algo irritante. Diga uma coisa, faça outra totalmente diferente. Essa parece ser a regra. Fale sobre o quanto "deus" está te fazendo "santo", depois minta e trapaceie descaradamente. Eu já perdi a conta de quantas vezes tive de cobrar cheques sem fundo emitidos por ilustres membros de igrejas como a Assembléia de Deus. Até mesmo por pastores! Na igreja eles são "santos", "perfeitos", "imaculados", "vasos de honra". Mas as suas vidas privadas assemelham-se mais a vasos sanitários, nos quais fazem todo tipo de merda.

Uma antiga namorada, que era crente, fazia de tudo nas tórridas sessões de sexo em meu apartamento, mas fazia absoluta questão de dissimular suas saídas e chegadas, para que ninguém soubesse. O importante não eram as ações dela, mas sim que essas ações ficassem ocultas.

A hipocrisia que costumo testemunhar por parte da maioria dos religiosos é uma das provas que tenho de que eles são tão ateus quanto eu. Se eles tivessem a certeza de que o seu "deus onipotente, onipresente e onisciente" realmente existia, não teriam coragem de agir com essa duplicidade.

Afinal, de que adiantaria para a minha namorada "santa" esconder que ia para o meu apartamento e transava como uma desesperada, se o "deus" dela está em todos os lugares e vê tudo que se faz? Para quem ela estava mentindo, para os outros ou para si mesma?

De que adianta para essa minha amiga recente falar tanto de "jesus", se anda por aí mentindo para todos, ao mesmo tempo em que diz adorar o homem que (supostamente) falou: "Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará"?

Os religiosos e os defensores do abate humanitário são pessoas da mesma categoria. Elas acreditam que suas ações não importam. O que importa é a fachada que mantenham de respeitabilidade e bondade.

Se você quer ser bom para os animais, não os coma nem use roupas feitas da pele deles. Se você quer ser bom e puro como "jesus", não ante por aí mentindo e trapaceando. Caso contrário, assuma seu mau caráter e viva feliz como desejar.

Santa hipocrisia, Batman!

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Olimpíadas 2016

O Rio de Janeiro ganhou! Em 2016 vamos sediar as Olimpíadas.

Isso, simbolicamente, representa muito para o povo brasileiro. Segundo o Molusco do Planalto, representa que nós ultrapassamos de vez os Estados Unidos na hegemonia mundial. Somos agora uma superpotência! Em rápida sucessão teremos uma Copa do Mundo de Futebol e uma Olimpíada.

Vocês já repararam como o Lula gosta de tratar o presidente americano informalmente? É sempre "o Obama" pra lá, "o Obama" pra cá. Mas se na visão dele isso o eleva como ser humano, quem sou eu para criticar, não é mesmo? Ele até já dotou o slogan oficial da campanha de Obama, o "Sim, nós podemos", que aparentemente vai substituir aquelas baboseiras de "O melhor do Brasil é o brasileiro" e "Sou brasileiro e não desisto nunca" durante o restante do mandato dele.

Voltando à Olimpíada, Lula afirmou que se esse evento atrair muitos investimentos privados, isso poderá ser o fim das favelas do Rio de Janeiro. Se alguém tivesse se preocupado em ensinar História para ele, ele saberia que foram os investimentos privados que geraram as favelas, em primeiro lugar.

Primeiro foi a desastrada libertação dos escravos em maio de 1888, que serviu para agradar os amos ingleses (Ingleses, para quem não sabe, eram os americanos daquela época. Falavam o mesmo idioma e mandavam no mundo inteiro.), mas não garantiu emprego e condições de vida decentes para os escravos libertos. Eles eram livres para passarem por todos os tipos de necessidades, como falta de educação, de saneamento e de comida. Ainda mais porque os antigos senhores de escravos, que na época representavam os investimentos privados, recusavam-se a pagar pelos serviços deles. Preferiam importar trabalhadores brancos de outros países, mesmo tendo à disposição uma massa de trabalhadores já treinados em suas funções. É que a Lei Áurea acabou com a escravidão, mas não com o racismo que a fundamentava.

Depois veio o boom da construção civil entre os anos 50 e 70, entre o milagre Juscelino e o milagre dos milicos, que atraiu gente de todas as partes esquecidas do país para o Sudeste, concentrando no Rio de Janeiro e em São Paulo, as maiores cidades do país, uma massa de emigrantes provenientes das regiões negligenciadas do país, como o Norte e o Nordeste.

A cada nova seca no Nordeste, aquelas mesmas secas que o imperador jurou acabar ainda que fosse necessário vender as jóias da coroa, mais e mais pessoas se deslocavam para o que os coleguinhas do Pasquim chamavam na época de "Sul Maravilha", na esperança de ganhar muito dinheiro. Acontece porém que o local de ganhar dinheiro fácil do país já havia sido levado por Juscelino para o Centro-Oeste, mais especificamente para Brasília. E mesmo lá o dinheiro só era fácil para os congressistas.

Foi com essa mistura de ex-escravos e nordestinos, abandonados pelo Estado à sua própria sorte, que se formaram as favelas que a Olimpíada vai acabar. Elas serviam, e servem, de fonte de mão-de-obra barata para os investimentos privados. Esses mesmos investimentos privados que o Molusco do Planalto agora espera que acabem com as favelas.

Já tem gente se engalfinhando pela verba para realizar a Olimpíada. Dilma, a futura presidente, chamou a si a responsabilidade de controlar a verba. No Brasil é sempre assim. Quando vai haver uma grande liberação de verba, todo mundo quer ser responsável, mas quando surgem os escândalos de mau uso do dinheiro, os tais responsáveis sempre alegam que não tiveram responsabilidade alguma no sumiço do mesmo. É o que se pode chamar realmente de "responsabilidade parcial".

Começando desse jeito, o evento vai deixar de ser uma Olimpíada para ser uma Olimpiada. E o acento não vai sumir por causa da reforma ortográfica, mas sim por tudo ser uma piada mesmo. E que pode acabar sendo de muito mau gosto, por sinal.

Qual será o acordo que o governo e a prefeitura do Rio de Janeiro terão de fazer dessa vez com os narcotraficantes para que haja paz durante as Olimpíadas? Quanto as milícias receberão para ajudarem a PM carioca na manutenção da desordem? Perdão, da ordem. Será que o orçamento será estourado mais uma vez, como no caso do Pan? Essas são algumas das interrogações que o povo devia fazer antes de sair comemorando pelas ruas mais essa conquista do (des)Governo Lula.

E já que estamos falando em Olimpíadas, é bom que eu deixe registradas aqui as minhas idéias sobre os jogos pós-Olímpicos, que serão realizados nas CPIs para investigar o mau uso da verba, quando as Olimpíadas acabarem.

Teremos o "Revezamento de Acusações", uma modalidade na qual, no lugar do bastão dos corredores, passa-se adiante a resposabilidade. Haverá também o "Salto de Investigações", no qual ao invés de balizas os competidores tentarão pular por cima das auditorias sobre o dinheiro público desaparecido. Teremos também a habitual "Maratona de Cara-de-Pau", na qual sai vencedor aquele que consegue negar por mais tempo que se beneficiou com o esquema de currupção.

Essas, é claro, serão as modalidades praticadas pelos nossos corruptos habituais. O povo praticará o mesmo esporte de sempre, o remo. Afinal, faz tempo que o povo brasileiro rema contra a maré, elegendo sempre os mesmos ladrões para os cargos públicos.

Além dos jogos pós-Olímpicos, já estamos vendo o começo dos jogos pré-Olímpicos. Nesses a modalidade mais popular será a de sempre, o "Assalto com Vara", na qual os admistradores da coisa pública assaltam o nosso dinheiro e ainda metem a vara nos nossos... ah... deixa pra lá, se eu escrevesse isso não iam me deixar publicar mesmo.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

As coisas estão duras em Honduras

Primeiro um presidente eleito tenta um golpe, mudando a Constituição perpetuar-se no poder. Quem ele pensa que é? Hugo Chavez? Lula?

Depois esse presidente é deposto por um golpe preventivo, ou seja, um golpe para evitar que houvesse um golpe. Como se nesse caso não houvesse um golpe de qualquer modo!

Francamente, toda essa confusão em Honduras fez com que eu me sentisse jovem novamente. Senti que estava voltando aos anos 70 ou 80, quando golpes de Estado eram coisas comuns. Ultimamente o mundo anda ficando meio sem sal, com tanta estabilidade das instituições. Que saudade do tempo em que tínhamos golpes todas as semanas na América Latina! A Argentina tinha ao menos uma tentativa de golpe por mês. Isso animava os noticiários. E agora Honduras me faz recordar desse tempo. Meu agradecimento aos hondurenhos.

Sou contra a volta de Zelaya ao poder. Nada contra ele em particular. Sou contra ele simplesmente porque Lula é favorável. Sinto-me obrigado a ser contra qualquer coisa que o Molusco do Planalto apoie, por uma questão de princípios. No dia em que Lula disser que é favorável a mim, eu juro que me suicido.

Agora a embaixada do Brasil em Honduras está sitiada. O presidente deposto é um hóspede indesejável, mas obrigatório. Exatamente como aquele primo que vem do interior para estudar na capital e acaba morando em nossa casa. Isso porque o governo brasileiro respeita o direito ao asilo político. Aliás, é bom saber que o governo brasileiro
ainda respeita alguma coisa.

O que está havendo é um conflito entre soberanias. Lula, com sua mania de estadista de âmbito mundial, quer interferir ativamente na soberania hondurenha. Ele pensa que é o George W. Bush, que podia invadir países, mandar e desmandar. Mas nem o George W. Bush é mais o George W. Bush! Agora ele não manda mais em porcaria nenhuma, exatamente como o Lula aqui no Brasil.

Eu tenho uma solução para o conflito de interesses em Honduras. Declaremos guerra!

Vamos invadir Honduras e implantar um novo governo. Forçar eleições democráticas lá, como Bush fez no Iraque. E, é claro, aproveitar para vender algumas urnas eletrônicas. As urnas eletrônicas são o grande produto de exportação nacional. Até os Estados Unidos estão comprando de nós. Como é que o mundo poderia deixar de render-se diante de um produto quase milagroso como esse. Eu digo milagroso porque a urna eletrônica faz transformações. Você coloca um monte de idiotas, ladrões e canalhas dentro dela, e de lá saem deputados, senadores e até presidentes. Claro que eles não deixam de ser idiotas, ladrões e canalhas, mas isso também já seria pedir demais.

Não podemos perder essa oportunidade de vender tecnologia. Afinal, Hugo Chavez já vendeu para Zelaya a tecnologia de como realizar um contra-golpe. Claro que não funcionou muito bem dessa vez. Chavez aparentemente não ensinou a Zelaya o pulo-do-gato.

Uma guerra agora seria algo fantástico para o Brasil. Primeiro porque consolidaria a nossa fama de povo pacífico. Fama essa que começamos a obter quando exterminamos setenta por cento da população do Paraguai, sob o comando do Duque de Caxias, nosso mais famoso e idolatrado genocida.

Além disso, uma guerra nos proporcionaria a oportunidade de usar todos os aviões e submarinos que Lula está comprando, que de outra forma apodrecerão por falta de manutenção, como todo o restante dos armamentos das nossas Forças Desarmadas. Já tivemos até submarinos que afundaram no porto, ancorados, sem ninguém por perto. Da próxima vez que isso acontecer, será uma catástrofe nuclear, o que é sempre mais emocionante que um mero naufrágio.

Finalmente, a experiência adquirida pelos nossos jovens em combate serviria para que eles prestassem melhores serviços ao narcotráfico e às milícias cariocas, quando retornassem para suas casas e fossem lançados ao mundo do desemprego.

O Brasil já tem uma certa experiência em mandar tropas para países cujo nome começa com a letra "H". Recentemente mandamos tropas para o Haiti. E se dependesse de Lula, nosso grande estadista, teríamos mandado tropas também para a Hiuguslávia, para o Hiraque e para ajudar no processo de paz em Hisrael. Como é bom ter um presidente que sabe
escrever direito, não é mesmo?

Enquanto o solo brasileiro em Honduras é alvo de preocupação mundial, o solo brasileiro no Brasil não merece nem um pouco de cuidado. Enquanto nos metemos na vida alheia e tentamos resolver os problemas dos hondurenhos, nossos próprios problemas continuam sem solução. Nisso Lula é similar mesmo ao seu ídolo, George W. Bush. Enquanto Bush resolvia os problemas do Iraque, os Estados Unidos entraram na mais grave crise econômica da História.

Felizmente, a crise não chegou ao Brasil. Graças à personalidade marcante do nosso Presidente Lula, a crise passou longe do nosso país. Isso nos mostra que nem a crise internacional quer viver sob o governo do Molusco do Planalto. Só nós temos de aguentar esse encargo!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Pensamentos recursivos...



Não dá para pensar em outra coisa! Com esse calorão que está fazendo no Rio de Janeiro, a cerveja não me sai do pensamento. Não fossem as responsabilidades cotidianas, eu confesso que estaria agora sentado numa calçada da Lapa, derramando litros e litros de cerveja gelada pela goela.

E por falar em Lapa, lembrei de turistas. Afinal, aquele pedaço do Rio de Janeiro que já foi tão desprezado pela população local nos tempos aúreos da malandragem, parece agora ter atraído a atenção de todos os gringos e gringas que vêm conhecerr a nossa Cidade Maravilhosa. Quase não dava para ouvir português nos bares ontem, quando fiz uma pequena ronda nos botecos.

Botecos me fazem pensar em cerveja novamente... e quando penso nela me lembro de como os alemães desenvolveram a arte da fabricação da cerveja. E pensando na Alemanha, lembro das maravilhosas alemães que sentaram na mesa vizinha à minha ontem à noite, e com quem tiver o prazer de bater uns papos. Na verdade, com uma delas tive até mais prazer que isso, mas isso é assunto pessoal.

E pensar na minha alemãzinha tão carinhosa me faz lembrar de corpos despidos, o que por sua vez me lembra da praia e garotas de biquini, o que me faz lembrar do Sol magnífico que tem feito ultimamente.

Isso, é claro, me faz pensar em cerveja!

PS: Final de semana chegando, moçada!!!