Todos gostam de falar mal dos políticos. Inclusive eu. É uma forma de catarse, uma vingança pelos desmandos, pela opressão, pelo constante saque das riquezas do nosso país.
Há, entretanto, dois fatores que devem ser levados em consideração quando paramos para falar mal dos políticos.
Em primeiro lugar, eles não surgem do nada. Como dizia o falecido pensador e humorista americano George Carlin, os políticos não vêm de outra dimensão e nem são trazidos por naves espaciais. São fruto, sim, das escolhas erradas que fazemos em nossa conivência criminosa com a farsa eleitoral da pseudo-democracia em que vivemos.
A cada eleição, os mesmos cidadãos que ficaram quatro anos criticando as ações de cada um dos níveis da administração pública e do legislativo, dirigem-se às urnas e legitimam com seus votos novos mandatos para homens e mulheres que eles sabem que vão agir da mesma forma que seus antecessores. Isso, é claro, quando não tornam a eleger os mesmos que eles criticaram.
As razões para um tal comportamento são as mais diversas.
Uns alegam que todos são iguais e que, como são obrigados a votar em alguém, votam de qualquer modo. Outros beneficiam-se, direta ou indiretamente, por possuírem cargos controlados por políticos ou apenas através da venda de seus votos em troca de uma ninharia
qualquer.
As razões são muitas e seria impossível tratar de todas aqui, mas todas contribuem para o cenário que vemos. Mas a mais absurda de todas é a seguinte: A mentalidade estúpida do povo brasileiro minimiza os crimes cometidos contra a sociedade.
Permitam que eu explique.
Quando verbas destinadas ao Sistema Único de Saúde são desviadas, o que está acontecendo não é um "esquema". Não é nem mesmo um roubo. O que está acontecendo são múltiplos assassinatos. Cada pessoa que morre nos hospítais públicos por falta de atendimento adequado é uma vítima daqueles que montaram os "esquemas" de desvio de dinheiro da saúde.
Apesar dessas coisas acontecerem todos os dias, continuamos preocupados com as vítimas das balas perdidas e não ligamos nem um pouco para essas outras vítimas. Talvez porque os seus assassinos não moram nos morros, mas em elegantes mansões, e não são chamados de traficantes, mas de políticos, empresários e industriais.
Quando as verbas destinadas à melhoria das estradas são desviadas, o que está acontecendo não é um "arrumadinho", mas sim outra série de assassinatos. Pessoas morrem diariamente em acidentes causados pela falta de sinalização adequada e pela situação ridiculamente precária das nossas estradas.
Se formos procurar, acharemos com certeza outros exemplos onde a manipulação criminosa do dinheiro público ceifa vidas de diversas formas.
A outra coisa que precisamos lembrar quando vamos falar mal dos políticos, é que eles são apenas um ramo da corrupção. São apenas o ramo que cria a justificativa legal para os roubos e assassinatos. São apenas o suporte, a legitimação das atividades legais que espoliam o
povo constantemente.
Por trás dos políticos está o interesse capitalista. Estão os grandes industriais e empresários que se beneficiam das licitações fraudulentas, dos contratos executados fora das especificações, das obras pagas e nunca realizadas.
São os interesses do capitalismo, disfarçados muitas vezes em políticas sociais, que sugam o patrimônio do nosso povo e a riqueza do nosso país.
Claro que essas duas classes muitas vezes se confundem. Muitas vezes os próprios industriais e empresários decidem entrar na arena política, beneficiando-se assim duplamente. Está aí o nosso vice-presidente José Alencar, que não me deixa mentir.
Não dá para esquecer, porém, os que ficam escondidos. PC Farias nunca exerceu cargo eletivo. Nem Marcos Valério, nem "Manuel Português". Mas Collor, FHC, Lula e Orestes Quércia serviram de suporte para que esses ilustres cavalheiros se servissem do dinheiro público, ampliando suas fortunas e seus negócios às custas do país, ou melhor, do povo.
Chega de eufemismos. Temos de passar a chamar os assassinos de assassinos, para ver se assim rompemos psicologicamente com esse esquema de dominação que vem sendo mantido há mais de quinhentos anos.
Há, entretanto, dois fatores que devem ser levados em consideração quando paramos para falar mal dos políticos.
Em primeiro lugar, eles não surgem do nada. Como dizia o falecido pensador e humorista americano George Carlin, os políticos não vêm de outra dimensão e nem são trazidos por naves espaciais. São fruto, sim, das escolhas erradas que fazemos em nossa conivência criminosa com a farsa eleitoral da pseudo-democracia em que vivemos.
A cada eleição, os mesmos cidadãos que ficaram quatro anos criticando as ações de cada um dos níveis da administração pública e do legislativo, dirigem-se às urnas e legitimam com seus votos novos mandatos para homens e mulheres que eles sabem que vão agir da mesma forma que seus antecessores. Isso, é claro, quando não tornam a eleger os mesmos que eles criticaram.
As razões para um tal comportamento são as mais diversas.
Uns alegam que todos são iguais e que, como são obrigados a votar em alguém, votam de qualquer modo. Outros beneficiam-se, direta ou indiretamente, por possuírem cargos controlados por políticos ou apenas através da venda de seus votos em troca de uma ninharia
qualquer.
As razões são muitas e seria impossível tratar de todas aqui, mas todas contribuem para o cenário que vemos. Mas a mais absurda de todas é a seguinte: A mentalidade estúpida do povo brasileiro minimiza os crimes cometidos contra a sociedade.
Permitam que eu explique.
Quando verbas destinadas ao Sistema Único de Saúde são desviadas, o que está acontecendo não é um "esquema". Não é nem mesmo um roubo. O que está acontecendo são múltiplos assassinatos. Cada pessoa que morre nos hospítais públicos por falta de atendimento adequado é uma vítima daqueles que montaram os "esquemas" de desvio de dinheiro da saúde.
Apesar dessas coisas acontecerem todos os dias, continuamos preocupados com as vítimas das balas perdidas e não ligamos nem um pouco para essas outras vítimas. Talvez porque os seus assassinos não moram nos morros, mas em elegantes mansões, e não são chamados de traficantes, mas de políticos, empresários e industriais.
Quando as verbas destinadas à melhoria das estradas são desviadas, o que está acontecendo não é um "arrumadinho", mas sim outra série de assassinatos. Pessoas morrem diariamente em acidentes causados pela falta de sinalização adequada e pela situação ridiculamente precária das nossas estradas.
Se formos procurar, acharemos com certeza outros exemplos onde a manipulação criminosa do dinheiro público ceifa vidas de diversas formas.
A outra coisa que precisamos lembrar quando vamos falar mal dos políticos, é que eles são apenas um ramo da corrupção. São apenas o ramo que cria a justificativa legal para os roubos e assassinatos. São apenas o suporte, a legitimação das atividades legais que espoliam o
povo constantemente.
Por trás dos políticos está o interesse capitalista. Estão os grandes industriais e empresários que se beneficiam das licitações fraudulentas, dos contratos executados fora das especificações, das obras pagas e nunca realizadas.
São os interesses do capitalismo, disfarçados muitas vezes em políticas sociais, que sugam o patrimônio do nosso povo e a riqueza do nosso país.
Claro que essas duas classes muitas vezes se confundem. Muitas vezes os próprios industriais e empresários decidem entrar na arena política, beneficiando-se assim duplamente. Está aí o nosso vice-presidente José Alencar, que não me deixa mentir.
Não dá para esquecer, porém, os que ficam escondidos. PC Farias nunca exerceu cargo eletivo. Nem Marcos Valério, nem "Manuel Português". Mas Collor, FHC, Lula e Orestes Quércia serviram de suporte para que esses ilustres cavalheiros se servissem do dinheiro público, ampliando suas fortunas e seus negócios às custas do país, ou melhor, do povo.
Chega de eufemismos. Temos de passar a chamar os assassinos de assassinos, para ver se assim rompemos psicologicamente com esse esquema de dominação que vem sendo mantido há mais de quinhentos anos.
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